
por Ricardo F. Ramos – Gazeta do Pari.
Para a realização de qualquer evento na cidade de São Paulo, é obrigatória a autorização da Prefeitura da região correspondente. No caso do bairro do Pari, essa responsabilidade cabe à Prefeitura Regional da Mooca.
No último episódio ocorrido no dia 22/02/2025, na Rua Ministro Francisco Campos, no bairro do Pari, um evento com música alta e sem a devida autorização da Prefeitura Regional da Mooca mobilizou a ação de autoridades locais.
Em minha atuação como conselheiro suplente do CPM Pari Mooca, Ricardo F. Ramos, dirigi-me ao local, identifiquei-me formalmente e solicitei que o responsável se apresentasse. Contudo, os presentes se revezaram em chamar uns aos outros, sem que ninguém assumisse a responsabilidade pelo evento.
Durante a abordagem, conversei com um rapaz que aparentava exercer algum tipo de coordenação na organização do evento. Mesmo após minha identificação, ele se recusou a apresentar qualquer autorização ou informações tentando desviar o assunto para a realização do evento em via pública e exigiu a presença da polícia. Além disso, demonstrou desconfiança quanto à minha identidade, mesmo após eu me apresentar como membro do CPM Mooca.
O evento irregular ocorreu a menos de 100 metros da Vila dos Idosos, além de residências onde moram moradores antigos do bairro, muitos com mais de 90 anos de idade. É inadmissível que, em uma sociedade organizada, ainda existam pessoas que defendem esse tipo de irregularidade, sem considerar o direito ao sossego e à qualidade de vida dessas pessoas.
É fundamental lembrar que quem não respeita as leis e incentiva práticas ilegais está cometendo crime contra a ordem pública. O Código Penal Brasileiro define como “contraventor” aquele que pratica atos ilícitos de menor potencial ofensivo, enquanto o termo “criminoso” se refere a quem deliberadamente desrespeita as leis, causando danos à sociedade. Se a nossa sociedade não for legalista e apoiar esse tipo de conduta, estará se alinhando com a criminalidade e contribuindo para a desordem e impunidade.
Além disso, este episódio evidencia a necessidade de todos os conselheiros municipais portarem identificação oficial, como crachás e carteiras funcionais, para facilitar a atuação e evitar situações como essa, em que há questionamentos indevidos sobre nossa função e legitimidade.
Na qualidade de conselheiro suplente do CPM Pari Mooca, é meu dever e prerrogativa solicitar as intervenções cabíveis sempre que houver indícios de irregularidades que possam comprometer o bem-estar da comunidade.
Ação da Polícia Militar e Parceria com o CPM Mooca
Fomos muito bem atendidos pelo Sargento Marcos Moreira, da 3ª Cia do Pari, que solicitou ao Cabo Renan uma visita ao local do evento, onde foram constatadas algumas irregularidades.
Estiveram presentes na 3ª Cia do Pari os Conselheiros Wagner Wilson e Ricardo F. Ramos para declarar a ocorrência.
Gostaria de enaltecer o trabalho da Polícia Militar, que desempenhou seu papel com profissionalismo e dedicação. Os policiais militares foram convidados a participar das reuniões do CPM Mooca, reforçando a parceria entre a comunidade e as forças de segurança para garantir a ordem e o bem-estar dos moradores.
