A Coordenadoria de Participação Social da Casa Civil da Prefeitura de São Paulo enviou um comunicado oficial aos conselheiros do CPM Mooca reconhecendo publicamente um cenário de crise e disfunção interna no colegiado, e sugerindo, de forma clara, a realização de nova eleição para os cargos de coordenação — mesmo antes do término do mandato atual, previsto para agosto.
Segundo o texto, foram identificadas condutas em desacordo com o regimento, exclusão de membros da coordenação nas decisões internas e relatos de desorganização que colocam em risco o funcionamento institucional do conselho.
“Sugerimos que seja avaliada a possibilidade de realizar uma nova eleição para os cargos de Coordenador(a), Secretário-Geral e Secretário-Adjunto do Conselho Participativo Municipal da Mooca”, diz o e-mail da Casa Civil.
A nota ressalta que o papel da coordenação deve ser exercido em equipe, com integração entre coordenador(a), secretário(a)-geral e secretário(a)-adjunto(a), conforme prevê a Portaria PREF/CASA CIVIL/SERS nº 2/2020. O texto também alerta que a exclusão de membros da gestão compromete a legalidade do colegiado.
Reação de secretários do CPM
Em documento recente, os atuais secretária-geral Tatiana Malheiros e secretário-adjunto Rogério Ludovico também declararam publicamente que vêm sendo excluídos das decisões pela coordenadora atual, e que o conselheiro Ítalo Leonelo estaria atuando indevidamente como membro da executiva, sem ter sido eleito para isso.
“O conselheiro Ítalo, ignorando as atribuições dos secretários, segue organizando a agenda, informando e decidindo como se assim tivesse sido eleito!”, diz o texto assinado por ambos os membros da gestão atual.
A importância da liderança legal
A Casa Civil reforça que a permanência de um cenário de desarmonia pode prejudicar a execução do Orçamento Cidadão e a credibilidade do CPM Mooca diante da população.
“Uma nova eleição […] poderia permitir que os membros do Conselho escolham uma nova equipe de liderança que esteja apta a restabelecer a colaboração, a transparência e o pleno funcionamento do colegiado.”
🗒️ Nota da redação – Gazeta do Pari
A Gazeta do Pari ouviu, sob condição de anonimato, alguns conselheiros do próprio CPM Mooca, que avaliaram que a manifestação da Casa Civil não deveria ter sido apenas uma sugestão, mas sim uma determinação oficial de nova eleição, diante da gravidade dos fatos já reconhecidos no comunicado.
Para esses conselheiros, a permanência da atual estrutura compromete a legitimidade do colegiado e exige uma resposta mais firme por parte da Prefeitura.
Gazeta do Pari seguirá acompanhando
A Gazeta do Pari – O NOTICIADOR, com mais de 81 mil seguidores no TikTok e atuação reconhecida na defesa da liberdade de expressão, seguirá acompanhando de perto os desdobramentos desse processo, com foco em transparência, escuta popular e fortalecimento da democracia participativa no bairro.
Ricardo F. Ramos – Jornalista responsável | Gazeta do Pari – MTBSP
