Por Ricardo F. Ramos – Gazeta do Pari
“Enquanto houver empresas que compram sucata no Pari, o bairro vai afundar cada vez mais no lixo.”
Essa foi a frase mais repetida por moradores ouvidos pela Gazeta do Pari ao longo das últimas semanas.
A população está indignada com o estado de degradação do bairro. O lixo se acumula pelas calçadas, vielas e esquinas, dando ao bairro histórico da região central de São Paulo ares de um lixão a céu aberto. O motivo, segundo relatos, seria a presença constante de empresas que compram sucata, os chamados “carroceiros”, que revistam os sacos deixados pelos moradores e espalham restos pelas ruas, sem qualquer responsabilidade ou controle.
Além disso, os limpadores de rua da Prefeitura não recolhem os restos metálicos ou de materiais recicláveis, agravando a sensação de abandono. A consequência: um ambiente insalubre, fétido e perigoso, especialmente para crianças e idosos.
Outro ponto crítico citado por moradores é a proliferação de oficinas clandestinas em imóveis residenciais. “É motor funcionando dentro de casa, 10, 15 pessoas espremidas num cômodo pequeno, lixo para todo lado, e ainda sobrecarregam a rede elétrica. Todo dia falta luz”, diz um morador da Rua João Teodoro e outro da Av B0m jardim e outros da rua Paulo andrighetti da Rua Rio Bonito e da rua Godói Preto etc etc etc..
Essas oficinas operam sem alvará, sem condições mínimas de higiene e segurança, e colocam em risco a estrutura dos imóveis e a integridade dos vizinhos. A sobrecarga elétrica causada por essas atividades tem gerado quedas diárias de energia e superaquecimento dos transformadores na região.
A Subprefeitura Mooca, segundo informações obtidas pela Gazeta, tem atuado com fiscalizações pontuais, mas os moradores cobram ações mais intensas e sistemáticas. O apelo é claro:
Fechar oficinas ilegais, convocar a polícia e penalizar os infratores.
A situação não é apenas de ordem urbana — já se configura como uma crise de saúde pública e segurança comunitária. A população espera que as autoridades intensifiquem as ações imediatamente, antes que o cenário piore ainda mais.
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