Renda Cidadã

Líderes criticam Renda Cidadã e cobram novas fontes de financiamento

A utilização de recursos do Fundeb, o fundo que ajuda a financiar a educação básica no país, foi o principal alvo das críticas

Apesar de ter sido formulada com o apoio de líderes governistas do Congresso, a proposta de financiamento do Renda Cidadã foi mal recebida por outros partidos no parlamento. Deputados fizeram críticas à intenção do governo de custear o novo programa de renda básica com 5% do que seria destinado ao Fundeb e com verbas reservadas ao pagamento de precatórios. Para o líder do Cidadania na Câmara, deputado Arnaldo Jardim, a solução encontrada pelo Planalto foi ruim e a proposta não trouxe informações essenciais.

A utilização de recursos do Fundeb, o fundo que ajuda a financiar a educação básica no país, foi o principal alvo das críticas. Membro da Frente Parlamentar da Renda Básica, o deputado Felipe Rigoni (PSB), disse que havia outras fontes de onde retirar dinheiro para o Renda Cidadã. Já o líder do Novo, deputado Paulo Ganime, afirmou que usar verbas de precatórios é uma sinalização ruim. Quem também criticou a proposta foi o ministro do Tribunal de Contas da União, Bruno Dantas. Pelas redes sociais, ele apontou a ideia como uma manobra para driblar o teto de gastos, que não abriga o Fundeb. Segundo ele, “em vez do teto estimular economia de dinheiro, estimulou a criatividade”.


‘Precisamos lidar com a realidade e não mascarar, como fez o PT’, diz Augusto sobre pobreza

Bolsonaro anunciou nesta segunda-feira, 28, a criação do Renda Cidadã, programa social para substituir o Bolsa Família, que deve deve distribuir R$ 300 por beneficiado

“Os pobres sempre existiram, mas não eram visíveis a olhos nus”, afirmou o comentarista Augusto Nunes, do programa Os Pingos nos Is, da Jovem Pan, nesta segunda-feira, 28. Hoje, o presidente Jair Bolsonaro anunciou a criação do Renda Cidadã (ex-Renda Brasil), programa social para substituir o Bolsa Família, que deve distribuir R$ 300 por beneficiado, o mesmo valor do atual auxílio emergencial, e acima dos quase R$ 200 pagos pelo programa criado no governo petista. “Lula disse que acabou com os pobres, depois Dilma disse que não havia mais miséria, os pobres sempre existiram. É com essa realidade que precisamos lidar, ao contrário do que faz o PT e mascara a realidade o tempo todo, tentando enganar brasileiros que foram ingênuos, mas aprenderam”, afirmou Augusto.

O novo programa terá duas frentes de financiamento, além do orçamento já estabelecido para o Bolsa Família, de aproximadamente R$ 30 bilhões. Segundo o governo, o teto de gastos não será furado. “Acho louvável que o governo tenha destacado o dever que tem de respeitar o teto de gastos. Não sei de onde virá esse dinheiro, mas é necessário fazer uma acrobacia difícil”, destacou Augusto. O anúncio da segunda etapa da reforma tributária também era aguardado para hoje, porém ainda não há consenso sobre o texto final. O comentarista lamentou: “O ideal seria que o governo pudesse aprovar, a cada ano, uma nova reforma”, finalizou, lembrando da Reforma da Previdência, que passou em 2019 no Congresso.

fonte: https://jovempan.com.br/programas/os-pingos-nos-is/precisamos-lidar-com-a-realidade-e-nao-mascarar-como-fez-o-pt-diz-augusto-sobre-pobreza.html