Denúncia

ÊXODO – IMPACTO DE VIZINHANÇA – MOBILIDADE URBANA


– Este é um protesto e pedido de socorro – O Pari está agonizando, pede socorro mas 


não sabe a quem se dirigir. A memória do nosso bairro está sendo destruída e o vírus 


– Estão acabando com o nosso Bairro Doce: imóveis residenciais desaparecem do dia 


para a noite, e no dia seguinte surge um barracão até sem teto, fazendo do bairro 


uma imensa rodoviária; são vários e continuam proliferando. Tenho dúvida que algum 


desses estacionamentos possua alvará de funcionamento – Ruas Rodrigues dos Santos, 


Thiers, Alexandrino Pedroso, e também duvido que estes imóveis que até então eram 


residências estejam cadastrados na Prefeitura como estabelecimento comercial. Por 


certo irão receber o IPTU como se fossem ainda imóveis residenciais.


– Os moradores estão sendo expulsos, forçados a vender seus imóveis, alarmados com 


o que está acontecendo no seu meio ambiente . Casas pequenas de vilas, viram “uma 


linguiça” de 4 ou 5 andares, cujo engenheiro deve ter se formado em Pisa.


– As etnias que aqui moram ou têm aqui os seus negócios não estão nem um 


pouco compromissadas com a nossa região; muito pelo contrário são as principais 


responsáveis pelo lixo, pelo tráfego infernal, pela descaracterização do bairro. 


Ninguém mais consegue se locomover no Pari, leva-se mais de 30 minutos para 


contornar duas quadras, devido ao tipo de comércio que para cá trouxeram, e 


que além disso tem atraído também uma bandidagem enorme. Todos os edifícios 


residenciais já tiveram um ou mais apartamentos arrombados. 


– Duas escolas estão sendo fechadas este ano por falta de alunos. Isto indica que a 


população jovem está indo embora do bairro. Por quê? Não temos um supermercado 


decente, uma farmácia de nome, uma sorveteria e sequer uma praça que possa ser 


utilizada. Mas temos centenas de botecos.


 Não há nenhuma fonte de lazer, para idosos ou jovens, – mas existem na região 


CDMs e um clube ociosos.


 Aí, ganhamos de brinde, um Prefeito desavisado que diz que o IPTU da zona central 


vai ter a porcentagem mais alta. Na certa é por causa do mercado imobiliário 


inflacionado devido aos “elefantes brancos” que estão sendo construídos aqui no 


bairro. Acho que ele desconhece que estamos em pleno festival de placas “ALUGA-

SE”. 


– O Governo fala muito em MOBILIDADE URBANA – Só que a nossa região está 


excluída disso. O Pari que havia sido proposto ser o BAIRRO AMIGO DO IDOSO, por 


sua condição plana, está com o asfalto esburacado, as calçadas são pistas de Skate – 


sobe e desce, não existe nivelação. Bicicletas e carrinhos circulam pelas calçadas – é 


entregador de tudo, e o pedestre – QUE SE DANE!


E o tráfego? A Rua João Teodoro está disputando com a M’Boi Mirim, na Zona Sul, 


qual das duas vai entrar para o Guiness Book como a campeã de congestionamentos 


a qualquer hora do dia. Acho que ontem,( 27 de novembro) a João Teodoro ganhou: 


conseguiu travar toda a região, e isto não foi somente em horário de pico – foi o dia 


Mas temos aqui uma rua pequena que resolveu entrar na disputa pelo Guiness Book, 


para ser a primeira em congestionamentos – e está conseguindo porque ela trava 


diariamente o Pari, a Vila Guilherme, o Brás: Alexandrino Pedroso é o seu nome. 


A mudança de mão de direção da Rua Rodrigues dos Santos, entre a João Teodoro e 


Alexandrino Pedroso, quando foi implantada há dois anos, foi ótima – uma rota de 


fuga da João Teodoro. Agora é um pesadelo – e os motoristas cansados de esperar, 


ali na Rodrigues, seguem na contramão o pequeno trecho, para fugir para a Barão 


de Ladário, outra que vive congestionada, ou para contornar a Praça Padre Bento e 


tentar fugir pela Rio Bonito. Eles fogem dos ônibus fretados e ficam bloqueados pelos 


caminhões, verdadeiras jamantas, parados em fila dupla fazendo carga e descarga.


– Em uma palestra da CETESB eu ouvi que terrenos de postos de gasolina são áreas 


de potencial contaminação, que levam anos para serem descontaminadas. Aqui na 


região temos quatro postos de gasolina que se transformaram em: um em Restaurante 


 dois em lojas, outro em Hotel e Estacionamento. Quem é morador do Pari conhece 


isso. Só não sabemos é se a CETESB sabe disso. 


– Parisianos – tudo aquilo pelo que lutamos e que até o final do ano passado, 


estava controlado, agora voltou às ruas: “paraquedistas”; carrinhos de comidas e 


frutas largando o lixo pelas calçadas; carros com altíssimo volume de som fazendo 


propaganda de lojas: e as Ruas Thiers , Av. Vautier e Bresser, na altura da Celso Garcia, 


estão se tornando um novo Largo da Concórdia. 


– Estacionar ônibus fretados em ruas é proibido por lei municipal 13241 e vários 


decretos, mas na semana passada havia um ônibus estacionado na porta da Igreja 


Sto. Antonio, e nesta semana dois, e lá permaneceram pelo dia inteiro. Várias outras 


ruas do bairro já estão servindo de estacionamento para os fretados.


A CET deveria colocar um semáforo na Rua Silva Teles com a Casemiro de Abreu. 


Como o trânsito da João Teodoro reflete-se na Silva Teles que fica totalmente parada, 


quem vem da Rua Paraíba, entrando na Casemiro de Abreu, para cruzar a Silva Teles 


e continuar na Casemiro em direção ao Largo da Concórdia, fica bloqueado porque 


os motoristas fecham o cruzamento e aí o congestionamento propaga-se para a Rua 


Paraíba e consequentemente para a Maria Marcolina.


Enfim – esta é a atual situação do Pari: CAÓTICA E NÃO VISUALIZAMOS UMA LUZ NO 


YARA DA MATA


NOVEMBRO 27, 2013


Segue o link documento original


Veja também o estudo sobre impacto de vizinhanã e ambiental feito pelo CADES Mooca na gestão 2010-2012